Pontos de Vista
Economia circular e a conta que fecha
A economia circular é um modelo econômico que se estabelece em oposição ao modelo linear de produção, em que se retira-transforma-descarta. Essa proposta pensa na reutilização dos materiais desde o planejamento, inspirada no funcionamento dos ecossistemas naturais em que tudo acontece em ciclos e faz parte do desenvolvimento sustentável. Considerando o estado que a humanidade atingiu de degradação do meio ambiente, acelerar transições para formatos de produção mais sustentáveis é uma necessidade urgente e a economia circular propõe isso de maneira integrada com as necessidades econômicas das empresas.
A forma como nos relacionamos com os recursos naturais até agora deixaram um grande impacto no planeta, e já atingiu um marco preocupante com relação a continuidade da espécie humana na terra. Diversos estudiosos, como a química Graciela Arbilla, consideram que vivemos o tempo geológico do antropoceno, que reflete as mudanças atmosféricas, climáticas e na biodiversidade que o homem provocou com uma série de eventos, tendo como marco principal a mudança nos padrões de consumo próxima ao ano de 1950. Os estudos detalham as diversas ações que contribuíram para a situação ambiental que vivemos, mas é importante destacar a importância do fortalecimento do capitalismo para isso, e o quanto a sua continuidade nesse formato é insustentável.
Soluções para a situação que construímos estão aparecendo de vários lugares e com propostas diferentes para serem discutidas, e é aí que a economia circular se estabelece. O modelo econômico busca mudanças sistêmicas que ressignifiquem a relação produtiva de onde ela nasce, sem responsabilizar os consumidores, ou propor reduções de impacto, e sim agir para: eliminar resíduos e poluição desde o princípio, manter produtos e materiais em uso, e regenerar sistemas naturais. As informações sobre o pensamento da economia circular utilizadas aqui foram obtidas no site da Ellen Macarthur Foundation Brasil, que é uma fundação que trabalha com empresas, governos e academia para fazer acontecer uma economia regenerativa e restaurativa, que beneficia a todos, inclusive, fomentando a geração de oportunidades econômicas e de negócios.
É necessário que nos mantenhamos em movimento para entender nossas responsabilidades e as possibilidades que temos a partir do cenário identificado. As mudanças que surgirão para buscar soluções pressupõem uma mudança cultural, da relação dos seres humanos com a natureza, com o consumo e com as pessoas.
Marina Braga
Parceira Extraordinária de Comunicação
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